quarta-feira, 9 de março de 2011

Mais um crescente!

Mais uma imagem recente do nosso satélite, que, no seu percurso ao longo do hemisfério celeste, na fase crescente, permite captar momentos excepcionais e deslumbrantes, quer das suas crateras mais conhecidas, os célebres "mares" identificados por Galileu, os montes e vales tão bem evidenciados pelo encontro da luz com as sombras ali desenhadas na superfície.
A barca, agora mais iluminada, continua a navegar pelos céus.
Imagem:Fernando Góis (08/03/2011 - 19h48)

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Crescentes em contraste!

Derivado da paixão pelos finos crescentes da Lua, oferecemos uma entre dezenas de imagens realizadas na tarde do dia 06/03/2011, Caniço/Madeira, após algumas intensas chuvas, sorrindo-nos aquela entre um imenso mar de núvens e permitindo-nos captar uma linda barca no oeste do céu!
Autor da imagem: Fernando Góis - 06/03/2011 (19h19)

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Lançamentos orbitais e o lixo espacial

Em Novembro de 2008, os astronautas do Endeavour constataram que no pára-brisas deste veículo espacial existia a marca de um impacto por um micrometeorito. A pequena cratera daí resultante media cerca de 5mm sem ter havido perfuração.
A EEI (Estação Espacial Internacional) não escapa ao perigo dos “lixos” existentes no espaço que diáriamente é obrigada a percorrer. A sua blindagem consegue reter os mais pequenos, inferiores a 1,5cm, mas quanto aos maiores, de mais de 10cm, são seguidos pelos radares dos telescópios pelo que a estação pode efectuar movimentos de afastamento e esquivar-se dos mesmos.
Ela realiza manobras desse género, uma ou duas vezes por ano, sempre que objectos intermédios cruzem a sua órbita, evitando colisões e perfurações no seu equipamento. A probabilidade é baixa, mas se isso ocorrer as consequências serão dramáticas, pois as estatísticas revelam a probabilidade da perda da equipa e do veículo uma vez em cada 279 voos.
Imagem: Crédito NASA

Cometas – testemunhas da origem do sistema solar!

Um pouco antes da madrugada ou pouco após o crepúsculo, na Primavera e no Outuno, a luz zodiacal manifesta-se através do reflexo do Sol sobre uma núvem de poeiras interplanetárias, graças a uma simulação numérica que permitiu a uma equipa de investigadores identificar a origem dessas partículas.
É aos cometas que devemos essa “falsa aurora” ou luz zodiacal. Este nome deriva do facto dessa luz aparecer sempre numa constelação do Zodíaco e não é mais do que a luz da nossa estrela reflectida nas partículas muito finas que formam uma núvem difusa centrada sobre a eclíptica.
Mas qual a sua origem? A partir dos micrometeoritos, pelo que tem uma origem cometária, uma vez que os investigadores tomaram em conta todas as poeiras possíveis e conhecidas, como as dos asteróides, cometas de curto período, intermédio e de longos períodos. Conclusão: são cerca de 5% de restos de asteróides, 10% de pequenos fragmentos de cometas de período longo provenientes da núvem de Oort e 85% de cometas da família de Júpiter e da sua barreira.
A luz zodiacal manifesta-se actualmente discreta, já que após o bombardeamento do interior do sistema solar, há cerca de 3,8 mil milhões de anos, deveria de certeza ser 10.000 vezes mais brilhante que nos dias de hoje.
Crédito: imagem NASA

As estrelas nascem numa teia de aranha!

Surpresa? Os satélites Planck e Herschel, lançados conjuntamente, em 2009, acabam de descobrir as poeiras mais finas da Via Láctea. Eles observam-nas estruturadas em filamentos interligados, no seio dos quais de enrolam em inúmeros casulos de estrelas.
Isso assegura que estas nuvens de gás e poeiras serão objectos muito frios, de apenas algumas dezenas de graus acima do zero absoluto ou seja um pouco abaixo de -273º C.
Na cartografia celeste do Universo e da nossa galáxia, aqueles satélites colocaram em evidência os espantosos filamentos de gás, muito finos de um lado e outro do plano equatorial da Via Láctea, num cenário fantástico e inédito, tal e qual como teias construídas por aranhas.
Crédito: imagem NASA

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Encontrada a estrela de Belém?

Centenas de historiadores, investigadores, biblicistas, astrónomos e demais interessados por este grandioso e enigmático tema, procuram, com ânsia e paixão, há dois milénios, a estrela de Belém. Encontrada esta, ficamos muito próximos da data do nascimento de Cristo. Alguns astrónomos lançaram-se a essa tarefa, fizeram a busca e encontraram-na. Ela transmitiu o primeiro sinal em Setembro de 0003 a.C. (data da anunciação a Maria), surgiu depois por uma segunda vez em Março de 0002 a.C. (sinal da preparação para a viagem dos magos a Belém), e finalmente transformou-se, com o seu máximo esplendor, na estrela maravilhosa em 0002 a.C. (data provável do nascimento de Cristo)....!
A astronomia investigou fenómenos e movimentos celestes, manuseou e conciliou datas com os textos bíblicos, procurou pontos de convergência com a cronologia histórica, desvendou algumas palavras enigmáticas da tradução hebraica e do grego...Enfim, um trabalho de três anos de pesquisa sobre a Bíblia, Imperadores Augusto e Tibério, a História dos Hebreus, de Josefo, permitiram concluir ao autor que existe uma data para celebrar o nascimento de Cristo...!
Foi de facto encontrada a estrela de Belém!
Fernando Góis

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Como comunicar com os ET's?(II)

A convicção da existência de vida noutros sistemas solares, obriga-nos a desenhar algumas conjecturas em eventuais contactos. Precisamos é de um caso prático que nos coloque perante a realidade e para isso aguardamos pelos tão ansiados sinais. Stephen Hawking foi muito prudente. Alertou que deveríamos ser cautelosos na emissão de mensagens para o exterior e que devemos estar psicologicamente bem preparados para esses possíveis contactos. As razões desenvolvidas implicam outras questões que podem ter reflexos à escala planetária e não apenas de um povo. Vejamos. Haverá mesmo necessidade de nos manifestarmos já emitindo mensagens para o espaço, correndo o risco de revelar a nossa posição na galáxia? E se elas caírem em más mãos? Já imaginámos se alguns estão na fase de uma grande pressão pela busca de recursos que os levem a uma visita agressiva e conflituosa? Como reagiremos?.
Todas estas questões vão sendo estudadas por equipas multidisciplinares e especialistas do grupo SETI, caso de David Brin e Douglas Vakoch. O primeiro é partidário de iniciativas de contacto mais intensas, pois até aqui não radiografámos mais do que uma minúscula porção da galáxia, enquanto Vakoch é adepto da prudência, defendendo que devemos primeiro aprender a escutar e perscrutar o espaço, antes de grandes iniciativas no sentido de dar a conhecer a nossa posição, colocando-nos em riscos imprevisíveis.
Mas há optimistas que comungam de outro modelo diferente. Jill Tarter, uma cientista americana, figura de proa nestas investigações, afirma, com convicção, que o contacto com uma civilização extraterrestre avançada será benéfica para a humanidade. Mais do que a sua tecnologia e respectiva longevidade é a sua inteligência com que nós teremos muito a aprender. Suportam esse optimismo nas palavras de Albert Harrison, psicólogo especialista na área, quando refere que “as sondagens até hoje realizadas mostram que a maior parte das pessoas vêem os extraterrestres como seres pacíficos e amistosos”. Outras opiniões divergem e afirmam, com toda a convicção, que “uma civilização mais avançada que a nossa terá todas as chances de ser um superpredador, pelo que em nome do princípio da precaução cessem de enviar mensagens para o espaço” (Fonte: Ciel et Espace, Julho 2010).
Para reforçar essa tese, Jill Tarter e Ivan Almar, outro cientista, em 2000 conceberam um instrumento designado por “Escala de Rio”, destinado a quantificar a importância de um contacto extraterrestre. A detecção de um frágil sinal emitido a partir de outra galáxia não terá o mesmo impacto nas nossas sociedades quanto uma mensagem especificamente dirigida à Terra a partir de uma estrela próxima de nós. Criaram, assim, essa escala universal que utiliza três variáveis: tipo de contacto, método da descoberta e distância donde partiu a comunicação. Graduada em dez unidades, inicia-se pelo valor 3, o mais baixo, e finaliza com 13, o máximo da escala, medindo as consequências para nós de uma tal descoberta, sendo assim ponderada para sua credibilidade.
Conforme ideia da maior parte do grupo de investigadores do SETI, deveria definir-se um protocolo de consenso geral perante a recepção de comunicações do espaço. Este órgão definiu que, perante casos desses, seja estipulado que toda a resposta a emitir pressupõe sempre uma consulta a nível mundial. David Brin vai mais longe. Propõe não só uma moratória imediata de envio de mensagens para o espaço, como o controlo publico das mesmas para evitar riscos irreparáveis para as populações terrestres. A recusa desse cumprimento implica a demissão das funções para o grupo, dado o grau de importância planetária e civilizacional em causa. Trabalhar em sintonia com organismos internacionais, é um elemento chave para o futuro do planeta, tais como a UAI (União Astronómica Internacional), a AIA (Academia Internacional de Astronáutica) e as Nações Unidas.
Aliás, estas regras, muito rígidas, já estão previstas desde 1989 numa Declaração de princípios relativos às actividades subsequentes à detecção de mensagens de inteligências extraterrestres.
Imagem: crédito NASA.

domingo, 15 de agosto de 2010

Como comunicar com os ETs?

“A natureza é um livro escrito em linguagem matemática” - Galileu Galilei
Um dilema se colocou aos astrónomos. Como comunicar e em que língua? Neste xadrez espacial e com uma civilização radicalmente diferente, seria pura coincidência a compreensão da nossa linguagem, razão porque, segundo parecer de especialistas, o único sistema de comunicação de âmbito universal só pode ser a matemática. Não existe outra.
O alfabeto inglês, também qualificado de universal, ou qualquer outro a que se recorra na actualidade, limita-se meramente à comunicação interculturas neste planeta, pelo que deixa de ter qualquer sentido e de nada servirá nas comunicações interestelares. Este sistema de trabalho já estava previsto desde o início, tendo sido utilizado por Drake, em 16/11/1974, com o telescópio de Arecibo (Porto Rico), onde envia uma mensagem em direcção a um enxame estelar, designado por M13, na constelação de Hércules, a 25.000 anos-luz de distância e contendo cerca de 300.000 estrelas.
Os caracteres dessa mensagem (imagem em anexo), formam uma matriz matemática bidimensional, constituída por 1679 dígitos, cuja finalidade era constituir as bases de uma linguagem interestelar, e que para quem souber descodificar contém sete secções, de cima para baixo, com as seguintes informações: a primeira, fazendo uma explicação do que contém a mensagem, utilizando como base os números de 1 a 10; a segunda, representando os elementos do ADN; a terceira, os elementos dos seus nucleotídeos; a quarta, a representação gráfica da dupla hélice do ADN humano; a quinta, uma representação do ser humano e a sua estrutura física; a sexta, uma representação do sistema solar, nele se destacando o planeta Terra; e, por fim, a oitava, explicando a origem da mensagem e a configuração do radiotelescópio que a emitiu. Por curiosidade, o sinal foi tão forte que podia ser detectado em qualquer lugar da galáxia. Várias respostas à mensagem surgiram, mas depois de analisadas foram todas rejeitadas por falsas.
A resposta pode demorar anos, mas ela pode surgir. Para quem argumenta que a nossa civilização necessita de mais evolução e tecnologia mais aperfeiçoada, pode estar enganado. O problema não é só dos terrestres, mas também da parte dos potenciais ETs. Razão fundamental: as enormes distâncias interestrelares que todos terão de vencer. A velocidade da luz não é fácil de ultrapassar!

terça-feira, 13 de abril de 2010

Spirit recusa-se a morrer!

Encarregado de explorar o solo marciano, a sonda Spirit, que iniciou a sua missão há seis anos, está em riscos de não poder continuar a realizar cabalmente os seus objectivos. Atolado em pó e com duas rodas bloqueadas foram efectuadas várias tentativas para o retirar da sua imobilidade. Curiosamente, ela mantém-se em actividade pelo que a NASA se prepara para a utilizar como estação científica fixa.
Cinco, dez, quinze e muitos mais anos podem sobreviver estes equipamentos de exploração no sistema solar, muito para além da duração que foi inicialmente programada.
As sondas morrem de pé!

domingo, 10 de janeiro de 2010

Astrónomo português...pois claro!

Graças a uma excelente imagem da Nebulosa de Orion (M42), o astrónomo amador portugês, de nome Luís Miguel Santos, astrofotográfo do grupo da Atalaia e fazendo parte da APAA-Associação Portuguesa de Astrónomos Amadores, arrecadou o prémio mundial da competição Beyond Earth (Para Além da Terra), integrado no Galilean Nights, um dos projectos-chave do Ano Internacional da Astronomia (AIA2009), sendo aliás um elemento já conhecido a nível nacional.
Com este trabalho, a acrescentar a muitos outros que prestigiam o grupo dos astrónomos amadores portugueses, temos mais um elemento a relevar a ciência do espaço, na componente da astronomia amadora que muito se tem espalhado pelo terriotório nacional.
Parabéns Luís Santos!
Imagem: crédito Luis Santos.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Encontrada a Estrela de Belém!

Centenas de historiadores, investigadores, biblicistas, astrónomos e demais interessados por este grandioso e enigmático tema, procuram, com ânsia e paixão, há dois milénios, a estrela de Belém. Encontrada esta, ficamos muito próximos da data do nascimento de Cristo. Alguns astrónomos lançaram-se a essa tarefa, fizeram a busca e encontraram-na.
Ela transmitiu o primeiro sinal em Agosto/Setembro de 0003 a.C. (data da anunciação a Maria), surgiu depois por uma segunda vez em Março de 0002 a.C. (sinal da preparação para a viagem dos magos a Belém), e finalmente transformou-se, com o seu máximo esplendor, na estrela maravilhosa no dia 17/06/0002 a.C. (data provável do nascimento de Cristo)....!

A astronomia investigou fenómenos e movimentos celestes, manuseou e conciliou datas com os textos bíblicos, procurou pontos de convergência com a cronologia histórica, desvendou algumas palavras enigmáticas da tradução hebraica e do grego...Enfim, um trabalho de três anos de pesquisa sobre a Bíblia, Imperadores Augusto e Tibério, a História dos Hebreus, de Josefo, permitiram concluir ao autor que existe uma data para celebrar o nascimento de Cristo...!
Foi de facto encontrada a estrela de Belém!

Fernando Góis

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Mercúrio esse desconhecido!

A imagem da NASA, captada pela Messenger, revela-nos um Mercúrio em cuja superfície estão bem patentes os vestígios de impactos, choques, ricochetes e entrechoques do material existente e em movimento no espaço, logo após a formação dos planetas, sendo vítimas desse “caos” os mais próximos do Sol, caso de Mercúrio, Vénus, Terra e Marte. O nosso planeta azul, graças à sua atmosfera, erosão e dinamismo interno, lentamente se foi libertando de tais vestígios, o que não aconteceu com o escaldante Mercúrio e o nosso satélite natural, a Lua, cujas imagens por vezes se confundem.
Estas crateras de impacto, deixam imaginar um cenário terrífico, quase de “guerra” espacial entre matéria, com intenso bombardeamento proveniente dos confins de um sistema solar menos vasto do que o actual, bastante “comprimido” pela existência de muitos corpos pressionando-se uns aos outros e permitindo abrir um longo “fogo de artificio” sobre Júpiter e Saturno cuja gravidade susteve bem esses movimentos e até nos resguardaram, segundo os astrónomos, de uma eventual catástrofe.
Quando os cientistas se interrogam sobre os enigmas da vida na Terra, de imediato vem a terreno outra questão. Qual seria a nossa posição, hoje, dentro do sistema solar, se aqueles gigantes não tivessem desempenhado as funções de guardiães nos primeiros 700 milhões de vida iniciais, o tal período de “guerra, bombardeamento e de terror” entre a matéria do sistema solar?
Provávelmente, sem posição privilegiada no espaço, o MILAGRE DA VIDA não teria acontecido e...não estaríamos aqui usufruindo das suas gratificantes condições!
Obrigado aos gigantes Júpiter e Saturno por esta linda estadia!!!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Hubble em fim de missão!

Foram 10 dias altamente stressantes perante uma das aventuras mais arriscadas no espaço. Ali não havia equipamentos auxiliares da Estação Espacial Internacional, um futuro porto de abrigo, em ambiente de microgravidade, mas que contém acessários e toda a espécie de apoio para os astronautas se sentiram mínimamente cómodos perante tantos inconvenientes que o espaço lhes pode proporcionar.
Cientes desses riscos, as tarefas foram cumpridas com rigor, segurança e... paciência. A missão terminou sem necessidade de accionar o plano de emergência, que constaria no lançamento de outro space shuttle (o Discovery) a partir de Cape Canaveral, socorrendo os primeiros astronautas caso ocorresse uma forte causa que o justificasse. Valeu-lhes, pois, a experiência de homens veteranos nas andanças de reparações do Hubble, elementos que haviam já participado em duas missões anteriores.
Nunca como até agora, à excepção das missões Apolo na Lua, se mediatizou tanto o novo observatório espacial que ganhou novos "olhos", por mais 5 anos, podendo proporcionar-nos muitas mais belíssimas imagens dos objectos longínquos do espaço. Só que, a partir de 2014/2015, o Hubble reformar-se-á por completo. Será substituído pelo "James Web", um nome muito conhecido e considerado em várias missões da NASA.
Levará equipamentos muito mais sofisticados e tecnologia de ponta para nos próximos anos observar os confins do Universo.
Obrigado Hubble pelos novos mundos que nos acrescentaste.

Imagem: crédito NASA

terça-feira, 28 de abril de 2009

Revolução nos telescópios!

Aproxima-se uma grande revolução nas janelas do espaço a partir da Terra. São dois telescópios especiais classificados de multiciência, um no hemisfério norte e outro no hemisfério sul do continente americano que contêm equipamentos altamente sofisticados, de hiper resolução e definição em termos de imagens. O primeiro, o Large Synoptic Survey Telescope (LSST), ficará no Chile, equipado com um espelho de 8,4m de diâmetro cuja óptica pesa 24 toneladas. É este espelho que anuncia uma revolução na maneira de observar o céu. Apontará para todos os pontos celestes, medindo-os até à dimensão de um buraco de um agulha, espreitando todos os pormenores até os mais ínfimos, de forma a descodificar os dados que os seus olhos possam alcançar, abrangendo um enormíssimo campo de visão. E tudo isso com uma rapidez inédita, por mais débeis que sejam os objectos, até à magnitude 24 (os nossos olhos detectam até ao limite 5). De grande mobilidade, ele poderá digitalizar o céu em três noites. Será um gigante com uma abertura espantosa e a relação focal/diâmetro da ordem dos 1,2. A sua câmara digital de 3.200.000.000 megapixel, captará, a cada 15 segundos, um campo de visão de cerca de 10º quadrados, equivalente a uma área preenchida no céu de 40 luas cheias.
A cartografia celeste tornar-se-á altamente dinâmica, ficando gravada de três em três dias, caso dos enigmáticos raios gama, explosões de supernovas, ocultações de astros por outros, estrelas variáveis, astros com núcleos activos, a medição do volume da matéria e energia escuras e as mais longínquas galáxias. Em 10 anos, ele será capaz de observar e registar os astros cerca de 1.000 vezes.
O Pan-Starrs, outro telescópio gémeo, detentor de idêntica tecnologia, ficará instalado no Hawai. Com espelhos conjugados de 4x1,80m, e equipado com a maior câmara digital até hoje construída, fará prioritariamente a vigilância de todos os asteróides, um polícia permanente na detecção e identificação rápida daqueles perigosos objectos. Recolherá elementos úteis sobre as suas trajectórias desviantes de forma a precaver meios de segurança para o nosso planeta, pelo que permitirão seguir em directo e de forma rápida os pormenores dos movimentos e mudança do Universo.
Imagem: crédito LSST

sábado, 25 de abril de 2009

Nova Lua em Saturno!

Cientistas encontraram uma nova lua que estava posicionada e escondida num dos anéis de Saturno. A descoberta foi anunciada nesta terça-feira passada pela União Astronómica Internacional (IAU), elevando, assim, o seu número de satélites naturais para 23 (18 luas com nomes atribuídos, mais 4 identificadas, algumas não passando de grandes "calhaus").
Os investigadores confirmaram a sua existência ao analisar as imagens da sonda Cassini, em missão no planeta dos anéis. A lua mede aproximadamente um terço de uma milha (1 milha = 1,609344 Kms).
Durante muito tempo, os cientistas estiveram confusos sobre a formação do anel G de Saturno, um dos arcos mais misteriosos do planeta. Actualmente, acreditam que o anel é formado por restos de gelo que ficaram espalhados após o choque entre meteoritos e essa nova lua. A missão Cassini aponta as suas câmaras para o interior dos anéis, um mundo intrigante que, por vezes, nos dá a conhecer a existência de mais luas.
A imagem da NASA, em anexo, mostra-nos a beleza dessa nova descoberta.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Procura de irmãos gémeos da Terra...!

Todos os astrónomos e cientistas afins, criaram uma ânsia frenética nestes últimos cinco anos de pesquisas no espaço. Colocaram em primeiro plano, num nível altamente graduado, a busca imediata de irmãs gémeas da Terra. A questão central é saber já, hoje, agora, se estamos ou não sós no Universo, quando mais não seja na nossa Galáxia.
Para tanto, um satélite de olhos “avançados” foi lançado no transacto dia 6 de Março. Com o nome de Kepler, uma homenagem ao astrónomo que deu um impulso enorme à era moderna da astronomia, esta sonda não conhecerá a noite. Posicionar-se-á numa órbita solar de 1 ano e 7 dias, perscrutando mais de 100.000 estrelas da galáxia, onde terá como tarefa detectar a diminuição da sua luz, provocada pelos trânsitos dos planetas, por mais frágeis que sejam, até ao nível mínimo de 0,01%.
O novo observatório espacial deverá descobrir dezenas de planetas em redor das suas estrelas, identificar se são ou não rochosos, o seu tamanho e respectiva massa, bem como se as suas condições físicas permitem a existência de água líquida à sua superfície.
Quando teremos oportunidade de cumprimentar os nosso irmãos gémeos? Até breve…!

Zanga ou crise na Estação Espacial Internacional?

Cosmonautas e astronautas não se entendem na Estação Espacial Internacional devido às regras impostas desde o planeta Terra. Os russos não podem usar a casa de banho dos norte-americanos, não podem usar o seu equipamento de ginásio e não podem partilhar os alimentos. O futuro comandante da estação, Gennady Padalka, revelou tudo ao “Novaya Gazeta”, notícia avançada pela comunidade científica internacional.
Segundo a NASA, a culpa é dos russos que começaram a cobrar pelo uso dos seus recursos, pelo que, segundo os comentadores internacionais, prepara-se uma nova “Guerra Fria” num local do espaço que, até há bem pouco tempo, nada fazia prever.
Alguns cientistas não ficaram espantados com a notícia, que já esperavam de há alguns anos a esta parte, mais propriamente desde que ocorreu o primeiro desastre do Space Shuttle. Os russos foram excelentes colaboradores no transporte das tripulações americanas para a Estação, mas entenderam que esses custos tinham que ser pagos. E cobraram-nos aos americanos. Só que esqueceram alguns pormenores. A sua tecnologia aplicada na EEI data dos anos oitenta, logo muito desactualizada. E uma casa de banho serviu de fonte de disputas. Os russos já não conseguem usar a sua, razão porque os americanos responderam de imediato não permitindo que as suas, mais sofisticadas, possam ser utilizadas por outros.
Há quem afirme que este incidente poderá ter efeitos benéficos para o futuro no espaço, uma vez que o quadro de conflito ora constatado, integra-se num cenário real de comportamento dos humanos em futuras missões para a Lua ou Marte.

A Viagem a Marte começou!

Uma equipa de seis homens, quatro russos e dois europeus, iniciaram uma aventura especial a Marte, designada por Mars 500. A 26 de Março transacto, foram encerrados numa “nave espacial”, uma estrutura de módulos cilíndricos com um comprimento de 24m e área de 550m2 que possui zonas de alimentos, apoio médico, jardins, habitações, zona de aterragem e superfície simulada de Marte. Ali permanecerão cerca de 520 dias, vigiados por um big brother, uma câmara que os acompanhará segundo a segundo.
Objectivos: estudar a psicologia de um grupo de exploradores tal e qual como se viajassem da terra para Marte e vice versa, durante dois anos. Até as comunicações de e para o exterior terão a duração real de tempo de transmissão que em solo marciano são de 18 minutos.
Agora que acabou de se detectar a existência de metano, só falta mesmo completar o cenário com… a vida!

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Surpresas de Saturno!

A missão Cassini tem sido das mais produtivas e com resultados surpreendentes. Acompanhou as tempestades magnéticas nos pólos de Saturno, introduziu-se em regiões muito próximas dos controversos anéis cuja origem constitui um cenário ainda enigmático. Mas as imagens que mais intrigam os cientistas são as que mostram os movimentos das suas luas, algumas parecendo tudo semelhantes a autênticos “calhaus”, com destaque para as que passeiam junto desse anéis. A imagem, em anexo, demonstra bem a validade da Lei de Roche e a poderosa força de maré provocada pelas luas, de tal forma que modifica e distorce num nítido “S” a matéria que compõe esses mesmos anéis.
É caso para perguntar: e se a nossa Lua um dia entender aproximar-se de nós, a uns escassos 18.000 km, como ficaremos nós deste lado do planeta azul? As consequências serão precisamente as mesmas.
Ficaremos bem na fotografia, mas claro que “feitos num 8”….!!!

sexta-feira, 27 de março de 2009

Obama, a astronáutica e a era espacial...!

Estamos em plena comemoração do Ano Internacional da Astronomia (AIA2009). O presidente americano Obama não o esqueceu.
Na imagem, vêmo-lo acompanhado de crianças duma escola, ao lado de um antigo astronauta e senador Bill Nelson, conversando, a partir da Casa Branca, com a equipa de astronautas do Space Shuttle e da Estação Espacial Internacional.
Desta forma, dedicou uma relevante importância à ciência do espaço e colaborou numa actividade onde os jovens ensaiam uma aprendizagem para o futuro da humanidade, no planeta e fora dele.
As novas tecnologias, hoje mais utilizadas pelo homem foram, na sua maioria, testadas na EEI. Fazem parte delas, o telemóvel, o GPS e até o microondas, além de muitas outras, um verdadeiro símbolo do avanço enorme que foi dado no mundo global. Graças a esses desenvolvimentos, até a medicina tem meios de tratamento nunca antes utilizados, caso dos que têm a ver com os ossos e coluna vertebral. A microgravidade e a influência no corpo humano permitiu criar e testar tecnologia que nunca seria possível sem conhecer como se comporta o homem no espaço.
Mais uma prova de que a EEI ainda nos reserva mais surpresas em várias áreas científicas.
Imagem: crédito NASA