quinta-feira, 9 de abril de 2009

Surpresas de Saturno!

A missão Cassini tem sido das mais produtivas e com resultados surpreendentes. Acompanhou as tempestades magnéticas nos pólos de Saturno, introduziu-se em regiões muito próximas dos controversos anéis cuja origem constitui um cenário ainda enigmático. Mas as imagens que mais intrigam os cientistas são as que mostram os movimentos das suas luas, algumas parecendo tudo semelhantes a autênticos “calhaus”, com destaque para as que passeiam junto desse anéis. A imagem, em anexo, demonstra bem a validade da Lei de Roche e a poderosa força de maré provocada pelas luas, de tal forma que modifica e distorce num nítido “S” a matéria que compõe esses mesmos anéis.
É caso para perguntar: e se a nossa Lua um dia entender aproximar-se de nós, a uns escassos 18.000 km, como ficaremos nós deste lado do planeta azul? As consequências serão precisamente as mesmas.
Ficaremos bem na fotografia, mas claro que “feitos num 8”….!!!

sexta-feira, 27 de março de 2009

Obama, a astronáutica e a era espacial...!

Estamos em plena comemoração do Ano Internacional da Astronomia (AIA2009). O presidente americano Obama não o esqueceu.
Na imagem, vêmo-lo acompanhado de crianças duma escola, ao lado de um antigo astronauta e senador Bill Nelson, conversando, a partir da Casa Branca, com a equipa de astronautas do Space Shuttle e da Estação Espacial Internacional.
Desta forma, dedicou uma relevante importância à ciência do espaço e colaborou numa actividade onde os jovens ensaiam uma aprendizagem para o futuro da humanidade, no planeta e fora dele.
As novas tecnologias, hoje mais utilizadas pelo homem foram, na sua maioria, testadas na EEI. Fazem parte delas, o telemóvel, o GPS e até o microondas, além de muitas outras, um verdadeiro símbolo do avanço enorme que foi dado no mundo global. Graças a esses desenvolvimentos, até a medicina tem meios de tratamento nunca antes utilizados, caso dos que têm a ver com os ossos e coluna vertebral. A microgravidade e a influência no corpo humano permitiu criar e testar tecnologia que nunca seria possível sem conhecer como se comporta o homem no espaço.
Mais uma prova de que a EEI ainda nos reserva mais surpresas em várias áreas científicas.
Imagem: crédito NASA

sábado, 21 de março de 2009

Cumprir a "praxe"!

Era o dia 12 de Abril de 1961. Fará, dentro de semanas, 48 anos. O cosmonauta Yuri Alexeyevich Gagarin, o eleito pela hierarquia militar soviética, tinha efectuado uma intensa preparação física, psicológica e emocional, nunca antes imaginada. Mas havia uma razão especial para isso. Pela primeira vez, um ser humano viajaria pelo espaço. Gagarin mantinha-se sereno, rosto frio e semblante carregado, sem sinais exteriores da complexa missão para a época. Desejava muito ser um herói da antiga URSS (actual Rússia).
Sai da gare para a pista, envolto no seu fato espacial, entra no pequeno autocarro e senta-se num dos primeiros bancos. A seu lado o director do voo e dois técnicos da missão. Sozinho no banco, alterou por completo a sua postura, até ali firme. Passa a demonstrar um ar inquieto, preocupado e intensamente nervoso. Já muito próximo do local de entrada para a nave, acoplada ao foguete lançador, é interpelado pelo director de voo e pediu que parassem de imediato a viatura. Imobilizada esta, Gagarin saiu de rompante, olha para todos os lados na pista e, descontraidamente, encostou-se ao rodado traseiro, abriu o fecho do fato e deixou verter incontidamente as suas "águas naturais".
Do interior da viatura um misto de espanto e risadas ajudaram a descontrair os minutos tensos.
- Que aconteceu, Gagarin? - atalhou o director do voo quando este regressa.
- A tensão e o nervosismo eram tantos que, de repente, não suportei a pressão das "águas" e com receio de não ter soluções na nave, durante as próximas 2 horas, resolvi deixá-las em terra...! Ah!ah!ah!ah!!!
Foi um momento de descompressão idóneo para a partida. Este dia 12/04/1961 ditou a concretização do primeiro sonho do homem através da nave Vostok 1. Mas também ficou na memória de todas as missões posteriores.
Os astronautas reconhecem esta "praxe" de cumprimento obrigatório.

Imagem: crédito NASA

sexta-feira, 20 de março de 2009

Obrigado Galileu!

Galileu aperfeiçoou a sua luneta e, um belo dia, em 07/01/1609, apontou-a para a Lua. Seguiram-se os planetas Vénus, Júpiter e Saturno. Descobriu novos mundos, revolucionou o Universo e lançou as primeiras bases da astronomia moderna. Sofreu na pele os custos dessa ousadia, mas desde então o homem não mais foi o mesmo neste planeta azul.
Procurou novos horizontes para além da sua visão terrestre e saiu fora do seu berço natural. Para tanto, reuniu um acervo científico nunca antes conseguido e prepara-se para abrir novas fronteiras. Comemorando os 400 anos do telescópio de Galileu, a ciência resolveu não só celebrar 2009 como o Ano Internacional da Astronomia (AIA2009), mas antes construiu novo telescópio - a actual missão Kepler - de avançada tecnologia que navega no espaço e permitirá lançar um novo olhar "mais de perto" sobre milhares de "sóis"(estrelas), na tentativa de descoberta de irmãos gémeos da Terra.
Como atrás se salientou, constitui uma ânsia incontornável e stressante dos astrónomos que, a todo o custo, pretendem saber se estamos ou não sós neste belo, imenso e complexo Universo.
Obrigado Galileu!
Fernando Góis
Imagem: crédito NASA

Procura de planetas gémeos da Terra!

A missão Kepler, em homenagem ao astrónomo alemão Kepler, Johann (1571-1630), que deu a conhecer as três leis geométricas onde concluiu que as órbitas dos planetas eram elipses e não circulares, foi lançada para o espaço no transacto dia 6/03/09.
Tem como objectivos:
1. Conhecer com exactidão quantos planetas, dos vários tipos, existem nas proximidades da região habitável de um amplo espectro variável de estrelas;
2. Determinar o tamanho das órbitas desses planetas;
3. Estimar quantos planetas existem em sistemas de múltiplas estrelas;
4. Determinar o tamanho e o tipo da órbita, brilho, tamanho, massa e densidade dos planetas gigantes de período curto;
5. Identificar membros adicionais a cada descoberta de um sistema planetário, fazendo o uso de outras técnicas;
6. Conhecer com rigor as propriedades das estrelas que hospedam sistemas planetários;
A ânsia dos astrónomos, astrobiólogos e cientistas, encurta-se no espaço e aumenta de tensão, face ao arrojado projecto que só estava previsto para daqui a uns 10 anos. A ciencia do espaço desenvolve-se ao ritmo do segundo e os terrestres beneficiam dia a dia das descobertas e avanços de novas tecnologias que suportam essas missões.
O método indirecto de descobrir e seguir planetas fora do nosso sistema solar ficou desde já desactualizado. A água e os outros componentes da vida terrestre são os elementos alvo para os olhos destas sondas.
Os irmãos gémeos da Terra seguem dentro de momentos!

sexta-feira, 6 de março de 2009

O trabalho dos robôts em Marte!

A imagem foi obtida por volta das 17h30 (horário marciano), do dia 26/02/2004, com a câmara panorâmica do robôt Opportunity, posicionada em direcção a sudoeste.
Utilizou filtros infravermelho, verde e violeta e conseguiu uma foto cujas cores estão próximas do real. O rápido escurecer em Marte é resultado da grande quantidade de poeiras no céu, que deixa o brilho do Sol muitas vezes mais fraco. Elas são também responsáveis pela coloração que apresenta, ora azulada ora côr-de-rosa, já que dispersa a luz azul de forma mais eficiente que a luz vermelha. A imagem, divulgada pela NASA, mostra apenas metade do halo azul porque a outra metade está abaixo da linha do horizonte.
Outras imagens idênticas foram já captadas onde a coloração normal se tornou bem cor-de-rosa, momentos raros para a vida dos terrestres, mas bem vulgares para o céu do planeta vermelho.

Imagem: crédito NASA

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

As pégadas do Spirit em Marte...!

Depois de uma longa viagem de cerca de 1806 dias, o Rover Spirit continua a sua missão. Parou e a câmara registou as suas próprias e exóticas pegadas no solo do planeta vermelho.
Era de esperar que o tempo de actividade da sua tecnologia fosse bloqueada pelas intensas poeiras e sofresse os efeitos do rigoroso Inverno marciano, mas o tempo demonstrou que as coisas nem sempre parecem o que são. Será que Marte nos reserva algumas surpresas além dos vestígios de metano recentemente encontrados nalgumas regiões?

Imagem: crédito NASA