quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Encontrada a Estrela de Belém!

Centenas de historiadores, investigadores, biblicistas, astrónomos e demais interessados por este grandioso e enigmático tema, procuram, com ânsia e paixão, há dois milénios, a estrela de Belém. Encontrada esta, ficamos muito próximos da data do nascimento de Cristo. Alguns astrónomos lançaram-se a essa tarefa, fizeram a busca e encontraram-na.
Ela transmitiu o primeiro sinal em Agosto/Setembro de 0003 a.C. (data da anunciação a Maria), surgiu depois por uma segunda vez em Março de 0002 a.C. (sinal da preparação para a viagem dos magos a Belém), e finalmente transformou-se, com o seu máximo esplendor, na estrela maravilhosa no dia 17/06/0002 a.C. (data provável do nascimento de Cristo)....!

A astronomia investigou fenómenos e movimentos celestes, manuseou e conciliou datas com os textos bíblicos, procurou pontos de convergência com a cronologia histórica, desvendou algumas palavras enigmáticas da tradução hebraica e do grego...Enfim, um trabalho de três anos de pesquisa sobre a Bíblia, Imperadores Augusto e Tibério, a História dos Hebreus, de Josefo, permitiram concluir ao autor que existe uma data para celebrar o nascimento de Cristo...!
Foi de facto encontrada a estrela de Belém!

Fernando Góis

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Mercúrio esse desconhecido!

A imagem da NASA, captada pela Messenger, revela-nos um Mercúrio em cuja superfície estão bem patentes os vestígios de impactos, choques, ricochetes e entrechoques do material existente e em movimento no espaço, logo após a formação dos planetas, sendo vítimas desse “caos” os mais próximos do Sol, caso de Mercúrio, Vénus, Terra e Marte. O nosso planeta azul, graças à sua atmosfera, erosão e dinamismo interno, lentamente se foi libertando de tais vestígios, o que não aconteceu com o escaldante Mercúrio e o nosso satélite natural, a Lua, cujas imagens por vezes se confundem.
Estas crateras de impacto, deixam imaginar um cenário terrífico, quase de “guerra” espacial entre matéria, com intenso bombardeamento proveniente dos confins de um sistema solar menos vasto do que o actual, bastante “comprimido” pela existência de muitos corpos pressionando-se uns aos outros e permitindo abrir um longo “fogo de artificio” sobre Júpiter e Saturno cuja gravidade susteve bem esses movimentos e até nos resguardaram, segundo os astrónomos, de uma eventual catástrofe.
Quando os cientistas se interrogam sobre os enigmas da vida na Terra, de imediato vem a terreno outra questão. Qual seria a nossa posição, hoje, dentro do sistema solar, se aqueles gigantes não tivessem desempenhado as funções de guardiães nos primeiros 700 milhões de vida iniciais, o tal período de “guerra, bombardeamento e de terror” entre a matéria do sistema solar?
Provávelmente, sem posição privilegiada no espaço, o MILAGRE DA VIDA não teria acontecido e...não estaríamos aqui usufruindo das suas gratificantes condições!
Obrigado aos gigantes Júpiter e Saturno por esta linda estadia!!!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Hubble em fim de missão!

Foram 10 dias altamente stressantes perante uma das aventuras mais arriscadas no espaço. Ali não havia equipamentos auxiliares da Estação Espacial Internacional, um futuro porto de abrigo, em ambiente de microgravidade, mas que contém acessários e toda a espécie de apoio para os astronautas se sentiram mínimamente cómodos perante tantos inconvenientes que o espaço lhes pode proporcionar.
Cientes desses riscos, as tarefas foram cumpridas com rigor, segurança e... paciência. A missão terminou sem necessidade de accionar o plano de emergência, que constaria no lançamento de outro space shuttle (o Discovery) a partir de Cape Canaveral, socorrendo os primeiros astronautas caso ocorresse uma forte causa que o justificasse. Valeu-lhes, pois, a experiência de homens veteranos nas andanças de reparações do Hubble, elementos que haviam já participado em duas missões anteriores.
Nunca como até agora, à excepção das missões Apolo na Lua, se mediatizou tanto o novo observatório espacial que ganhou novos "olhos", por mais 5 anos, podendo proporcionar-nos muitas mais belíssimas imagens dos objectos longínquos do espaço. Só que, a partir de 2014/2015, o Hubble reformar-se-á por completo. Será substituído pelo "James Web", um nome muito conhecido e considerado em várias missões da NASA.
Levará equipamentos muito mais sofisticados e tecnologia de ponta para nos próximos anos observar os confins do Universo.
Obrigado Hubble pelos novos mundos que nos acrescentaste.

Imagem: crédito NASA

terça-feira, 28 de abril de 2009

Revolução nos telescópios!

Aproxima-se uma grande revolução nas janelas do espaço a partir da Terra. São dois telescópios especiais classificados de multiciência, um no hemisfério norte e outro no hemisfério sul do continente americano que contêm equipamentos altamente sofisticados, de hiper resolução e definição em termos de imagens. O primeiro, o Large Synoptic Survey Telescope (LSST), ficará no Chile, equipado com um espelho de 8,4m de diâmetro cuja óptica pesa 24 toneladas. É este espelho que anuncia uma revolução na maneira de observar o céu. Apontará para todos os pontos celestes, medindo-os até à dimensão de um buraco de um agulha, espreitando todos os pormenores até os mais ínfimos, de forma a descodificar os dados que os seus olhos possam alcançar, abrangendo um enormíssimo campo de visão. E tudo isso com uma rapidez inédita, por mais débeis que sejam os objectos, até à magnitude 24 (os nossos olhos detectam até ao limite 5). De grande mobilidade, ele poderá digitalizar o céu em três noites. Será um gigante com uma abertura espantosa e a relação focal/diâmetro da ordem dos 1,2. A sua câmara digital de 3.200.000.000 megapixel, captará, a cada 15 segundos, um campo de visão de cerca de 10º quadrados, equivalente a uma área preenchida no céu de 40 luas cheias.
A cartografia celeste tornar-se-á altamente dinâmica, ficando gravada de três em três dias, caso dos enigmáticos raios gama, explosões de supernovas, ocultações de astros por outros, estrelas variáveis, astros com núcleos activos, a medição do volume da matéria e energia escuras e as mais longínquas galáxias. Em 10 anos, ele será capaz de observar e registar os astros cerca de 1.000 vezes.
O Pan-Starrs, outro telescópio gémeo, detentor de idêntica tecnologia, ficará instalado no Hawai. Com espelhos conjugados de 4x1,80m, e equipado com a maior câmara digital até hoje construída, fará prioritariamente a vigilância de todos os asteróides, um polícia permanente na detecção e identificação rápida daqueles perigosos objectos. Recolherá elementos úteis sobre as suas trajectórias desviantes de forma a precaver meios de segurança para o nosso planeta, pelo que permitirão seguir em directo e de forma rápida os pormenores dos movimentos e mudança do Universo.
Imagem: crédito LSST

sábado, 25 de abril de 2009

Nova Lua em Saturno!

Cientistas encontraram uma nova lua que estava posicionada e escondida num dos anéis de Saturno. A descoberta foi anunciada nesta terça-feira passada pela União Astronómica Internacional (IAU), elevando, assim, o seu número de satélites naturais para 23 (18 luas com nomes atribuídos, mais 4 identificadas, algumas não passando de grandes "calhaus").
Os investigadores confirmaram a sua existência ao analisar as imagens da sonda Cassini, em missão no planeta dos anéis. A lua mede aproximadamente um terço de uma milha (1 milha = 1,609344 Kms).
Durante muito tempo, os cientistas estiveram confusos sobre a formação do anel G de Saturno, um dos arcos mais misteriosos do planeta. Actualmente, acreditam que o anel é formado por restos de gelo que ficaram espalhados após o choque entre meteoritos e essa nova lua. A missão Cassini aponta as suas câmaras para o interior dos anéis, um mundo intrigante que, por vezes, nos dá a conhecer a existência de mais luas.
A imagem da NASA, em anexo, mostra-nos a beleza dessa nova descoberta.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Procura de irmãos gémeos da Terra...!

Todos os astrónomos e cientistas afins, criaram uma ânsia frenética nestes últimos cinco anos de pesquisas no espaço. Colocaram em primeiro plano, num nível altamente graduado, a busca imediata de irmãs gémeas da Terra. A questão central é saber já, hoje, agora, se estamos ou não sós no Universo, quando mais não seja na nossa Galáxia.
Para tanto, um satélite de olhos “avançados” foi lançado no transacto dia 6 de Março. Com o nome de Kepler, uma homenagem ao astrónomo que deu um impulso enorme à era moderna da astronomia, esta sonda não conhecerá a noite. Posicionar-se-á numa órbita solar de 1 ano e 7 dias, perscrutando mais de 100.000 estrelas da galáxia, onde terá como tarefa detectar a diminuição da sua luz, provocada pelos trânsitos dos planetas, por mais frágeis que sejam, até ao nível mínimo de 0,01%.
O novo observatório espacial deverá descobrir dezenas de planetas em redor das suas estrelas, identificar se são ou não rochosos, o seu tamanho e respectiva massa, bem como se as suas condições físicas permitem a existência de água líquida à sua superfície.
Quando teremos oportunidade de cumprimentar os nosso irmãos gémeos? Até breve…!

Zanga ou crise na Estação Espacial Internacional?

Cosmonautas e astronautas não se entendem na Estação Espacial Internacional devido às regras impostas desde o planeta Terra. Os russos não podem usar a casa de banho dos norte-americanos, não podem usar o seu equipamento de ginásio e não podem partilhar os alimentos. O futuro comandante da estação, Gennady Padalka, revelou tudo ao “Novaya Gazeta”, notícia avançada pela comunidade científica internacional.
Segundo a NASA, a culpa é dos russos que começaram a cobrar pelo uso dos seus recursos, pelo que, segundo os comentadores internacionais, prepara-se uma nova “Guerra Fria” num local do espaço que, até há bem pouco tempo, nada fazia prever.
Alguns cientistas não ficaram espantados com a notícia, que já esperavam de há alguns anos a esta parte, mais propriamente desde que ocorreu o primeiro desastre do Space Shuttle. Os russos foram excelentes colaboradores no transporte das tripulações americanas para a Estação, mas entenderam que esses custos tinham que ser pagos. E cobraram-nos aos americanos. Só que esqueceram alguns pormenores. A sua tecnologia aplicada na EEI data dos anos oitenta, logo muito desactualizada. E uma casa de banho serviu de fonte de disputas. Os russos já não conseguem usar a sua, razão porque os americanos responderam de imediato não permitindo que as suas, mais sofisticadas, possam ser utilizadas por outros.
Há quem afirme que este incidente poderá ter efeitos benéficos para o futuro no espaço, uma vez que o quadro de conflito ora constatado, integra-se num cenário real de comportamento dos humanos em futuras missões para a Lua ou Marte.